da chegada das caravelas

30
Nov 15

publika husi sapotl às 14:01

Rui Correia horisehik to’o ona iha Oecusse, hafoin hala’o aventura bot ida iha ninia moris: liu hosi sa’e motór ho kilómetru  27.700 no durante loron 84, hosi Guimarães, Portugal hodi to’o iha Lifau, Timor-Leste.


 

 

Viajen ne’ebé ho dezafiu boot la hanesan ida ne’e nia rasik imajina, entre burokrasia, difikuldade hodi hetan asesu iha nasaun balun, hanesan Pakistaun, tránzitu metin iha India no udan iha Samatra, Indonézia.

 

"Ha’u la hnoin sai hanesan ne’e. Maski ha’u planeia viajen iha tempu barak liubá, sai difísil tebes mai ha’u no komplikadu hosi ida ne’e ha’u imajina. Iha obstákulu oioin, burokrasia no difikuldade iha terrenu", nia afirma.

 

"Kilómetru 27.700 dezde Guimarães, iha loron 06 setembru to’o Lifau", nia hatete iha entrevista ba Lusa.

 

Entre perkursu sira ne’ebé komplikadu liu iha besik kilómetru 1.200 kuaze hothtu iha rai-fuik, iha rejiaun Baluchistão, maiór provínsia iha Pakistaun no inklui zona disputada ida ho Iraun.

 

Rui Correia esplika katak nia sempre halo viajen ho eskoltu hosi efetivu seguransa, ho sivíl, ho kalashnikovs, ne’ebé halo nia tenke toba kalan iha eskuadra polísia nian, iha prizioneiru sira-nia sorin no nia la bele sai hosi ne’ebá to’o loron tuir mai.

 

Maski nune’e, hafoin nasaun 20 - Timor-Leste mak ba dala  20, ne’ebé nia to’o horisehik, hosi kapitál Timór Osidentál, Kupang, - Rui Correia insiste katak iha folin.

 

 

"Folin tebes. Esperiénsia ne’e inkível, la bele fiar, buat ne’ebé sei hela ba nafatin iha memória, ne’ebé la konsege tranzmite no ne’ebé iha ha’u-nia laran no ha’u nunka haluha", nia admite.

 

Iha Ligasaun ho kestaun Timor-Leste durante tinan barak, halo parte iha misaun Lusitânia Expresso, Rui Correia rekoñese katak, tanba ne’e mak, viajen ne’e iha liu tan signifikadu.

 

"Ha’u halo parte iha istória. Mai ha’u, iha signifikadu boot. Ha’u iha relasaun naruk ho Timór. Dezde 1987 ne’ebé ha’u sai militár ho kauza timoroan. Ha’u sei kontinua iha ne’e. Ne’e mak ha’u-nia uma daruak", nia hatete.

 

Iha nasaun hanesan Timor-Leste, iha ne’ebé motorizada kuaze sai hanesan parte hosi identidade - ba família barak hanesan veíkulu úniku pesoál no sempre halo kompetisaun motokrós - Rui Correia nia viajen hamosu interese partikulár.

 

Tanba ne’e horisehik, iha monumentu nia oin, iha Lifau – iha ne’ebé Timor-Leste moris ba iha tinan 500 liubá – no ida ne’ebé marka sékulu lima kontaktu entre portugés ho timoroan sira, mak inaugura iha loron-sesta no iha ne’ebé horisehik  nia ko’alia ba Lusa, ema husu Rui Correia hosi hasai dezena fotografia.

 

"Ha’u mai mesak? Lori tempu hira?", nia halo pergunta ne’ebé repete, iha lia-portugés no inglés hodi haree ba kondutór no motorizada, ne’ebé enfeita ho bandeira Timor-Leste no Portugál nian no mapa hosi perkursu naruk ne’ebé Rui Gomes konsege kumpre.

 

Tuir prátika, Rui Correia nia viajen sei termina ohin: hala’o viajen ho grupu timoroan ida, ho motarizada, entre Lifau no Dili hodi liga kapitál timoroan rua ne’e.

 

"Agora fásil ona, ha’u iha ona uma", nia hatete.

 

SAPO TL ho Lusa

António Sampaio (Testu)

publika husi sapotl às 00:47

Rui Correia completou ontem no enclave timorense de Oecusse, a sua maior aventura de vida: 27.700 quilómetros em 84 dias, de moto entre Guimarães, o berço de Portugal e Lifau, o berço de Timor-Leste.


 

Uma viagem com maiores desafios do que o próprio esperava, entre burocracias, dificuldades no acesso a alguns países, como o Paquistão, trânsito intenso na India e chuvadas em Samatra, na Indonésia.

 

"Não estava à espera. Muito embora tivesse planeado a viagem há algum tempo atrás, saiu-me mais difícil e complicado do que poderia imaginar. Muitos obstáculos de todo o tipo, burocracia e dificuldades do terreno", afirmou.

 

"27.700 quilómetros desde Guimarães, a 06 de setembro, até Lifau", disse em entrevista à Lusa.

 

Entre os percursos mais complicados estiveram os cerca de 1.200 quilómetros quase todos no deserto, na região do Baluchistão, a maior província do Paquistão e que inclui uma zona disputada com o Irão.

 

Rui Correia explicou que viajou sempre sob escolta de efetivos de segurança, à civil, com kalashnikovs, que o obrigavam a pernoitar em esquadras da polícia, ao lado dos presos e de onde não podia sair até ao dia seguinte.

 

Ainda assim, e depois de 20 países - Timor-Leste foi o 20.º, onde entrou ontem, vindo da capital de Timor Ocidental, Cupão, - Rui Correia insistiu que valeu a pena.

 

 

 

"Valeu muito a pena. A experiência é incrível, inacreditável, algo que fica para sempre na memória, que não se consegue transmitir e que calou fundo em mim e que nunca esquecerei", admitiu.

 

Ligado há vários anos à questão de Timor-Leste, fez parte da missão do Lusitânia Expresso, Rui Correia reconheceu que, por isso, a viagem teve ainda mais significado.

 

"Vivo muito intensamente a história. Para mim, tem imenso significado. A minha relação com Timor é uma relação longa. Desde 1987 que militei com a causa timorense. Vou continuar por cá. Esta é a minha segunda casa", disse.

 

Num país como Timor-Leste, onde as motorizadas são quase parte da identidade - para muitas famílias são o único veículo pessoal e as competições de motocross são regulares - a viagem de Rui Correia suscitou um interesse particular.

 

Por isso hoje, à frente do monumento em Lifau -- onde nasceu Timor-Leste há 500 anos -- e que assinala os cinco séculos de contactos entre portugueses e timorenses, inaugurado na sexta-feira e onde ontem falou à Lusa, Rui Correia foi solicitado a dezenas de fotografias.

 

"Veio sozinho? Quanto tempo demora?", perguntou que repetiam, em português e inglês olhando para o condutor e para a mota, decorada com duas bandeiras, de Timor-Leste e Portugal e um mapa do longo percurso que Rui Gomes conseguiu cumprir.

 

A viagem de Rui Correia, na prática, só termina ontem: viajou com um grupo de timorenses, de mota, entre Lifau e Díli, unindo assim o que foram as duas capitais timorenses.

 

"Agora já é fácil, estou em casa", disse.

 

@Lusa

 

António Sampaio (texto)

publika husi sapotl às 00:32

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