da chegada das caravelas

29
Set 15

No habitual encontro semanal, na quinta-feira, semana passada o Presidente da República, Taur Matan Ruak, e o Primeiro-Ministro, Rui Maria de Araujo, falaram sobre os preparativos para as comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor que terão lugar em novembro no município de Oecússi.


 

“O Sr. Presidente da República já enviou os convites aos Chefes de Estado da CPLP, ao Presidente da República da Indonésia e aos governadores-gerais da Austrália e Nova Zelândia. As comemorações vão decorrer apenas em novembro, mas quisemos enviar já os convites para que todos possam participar”, disse o Chefe de Governo à imprensa no final do encontro.

 

O Primeiro-Ministro garantiu que o Governo enviou já os seus convites aos líderes dos países amigos e dos países vizinhos.

 

Quando questionado sobre os preparativos para o evento, explicou que foi criada já uma comissão organizadora e que o Governo irá trabalhar de perto com o presidente da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oecússi, Dr. Mari Alaktiri, para que haja uma melhor coordenação dos preparativos.

 

Fonte: Presidência da República de Timor-Leste

publika husi sapotl às 11:51

21
Set 15

 

 

Para celebrar os 500 anos, vão ser plantados 100 sândalos no Parque de Sândalo que tem quatro hectares e se situa no posto Sika, em Lifau. 

 

publika husi sapotl às 14:58

 

 

Lifau, cuja palavra significa Mar de Gente, é um porto do Oecussi, situado nas margens da foz da ribeira Lifau que ao longo dos séculos foi um porto chave na rota do sândalo.

 

O salutífero e cheiroso sândalo como o adjectiva Luís de Camões em Os Lusíadas, era também comerciado em Lifau. Salutífero porque a raíz do sândalo era usada como medicamento e cheiroso porque era queimado nos templos hinduistas e budistas. Segundo as contas dos Jesuítas, por volta do século Vll ou Vlll, chegaram às praias de Lifau, oriundos do reino de Bé Hali, cinco forasteiros: Tá'e Baria, Liulai Sila, Somba'i Sila, Afo'an Sila e Benu Sila, todos irmãos menos o primeiro.

 

Dividiram entre si, na melhor concórdia, toda a ilha de Timor. Benu Sila ou Ambenu ligou o seu nome ao território que ficou conhecido como Ambeno. Séculos depois dos Silas, chegaram os portugueses e holandeses. Em terras de Silabão, que quer dizer a terra dos cinco silas ou mandamentos budistas, recordava-se Achoka, o primeiro rei que num edicto histórico proibiu a guerra por a considerar incompatível com a condição humana.

 

Em finais do século XV, o império budista de Madjapahit caiu sob o poder dos maometanos árabes de Marrocos, tendo-se os budistas refugiado nas Ilhas da pequena Sonda ou Sonda Menor como Lombok, Flores, Timor e Ceram onde prevaleciam ainda as religiões arcaicas dos povos autóctones.

 

Estes núcleos de budistas e mais tarde também de cristãos, viveram até finais do século XIX entre estes povos. Em 1511, Afonso de Albuquerque conquista Malaca e ao dominar os estreitos de Malaca, acabou com a talassocracia árabe no Oceano Índico. João de Barros, na sua obra intitulada Ásia, conta que criados por Afonso de Albuquerque com o propósito de estabelecerem uma ponte com as comunidades locais, os casados desligavam-se do estatuto de soldados e armavam os seus próprios navios. Estes soldados e navegadores portugueses de Malaca, Goa e Macau, casados com mulheres timorenses, deram origem aos luso-descendentes, então chamados de portugueses negros ou  Tupasi.

 

Estes mercadores portugueses que contraíram matrimónio com mulheres da Ilha de Timor, deram origem a numerosas famílias, entre as quais  se salientaram os Costa, os Fernandes e os Hornay que viriam a desempenhar ao longo da história de Timor papéis de grande relevo, quer combatendo os corsários holandeses durante o domínio de Portugal pelos Reis de Espanha, quer no longo período que precedeu a instituição do poder civil, no início do século XVIII sob o comando do governador pernambucano António Coelho Guerreiro, que segundo o seu biógrafo, Gregório Pereira Fidalgo, “cometeu feitos dignos de memória desde Pernambuco onde nasceu até à Pérola do Oriente(como ele designava Timor)”.

 

Os Tupasi constituíam uma burguesia ligada ao comércio do sândalo e que falava o português e o tetum no seu dia a dia. O vocábulo Tupasi ou Topasses é oriundo do dravidiano e significa simultaneamente, intérprete e cristão, isto é, alguém que possui a capacidade de estabelecer a comunicação, não só entre povos diferentes como entre grupos religiosos distintos.

 

Quando os Portugueses chegam a Timor, surgem aos olhos dos povos das ilhas da pequena Sonda como aliados capazes de assegurarem, pelo potencial bélico e pela inventividade, a sua defesa. Pela distância a que se achavam, os Tupasi organizaram-se militar e administrativamente do que resultou um permanente conflito de interesses que ao longo dos séculos os opôs à Coroa de Portugal e à Coroa da Holanda.

 

Dois eurasiáticos, António de Hornay e Mateus da Costa eram dois dos concorrentes à liderança. A rivalidade criada para conseguirem a liderança, alastrou aos soldados portugueses, aos comerciantes macaenses, aos desertores holandeses e aos contrabandistas chineses. A administração militar portuguesa só muito tardiamente, em 1912, conseguiu pacificar uma população mestiçada cuja elite quis, ao longo de séculos, tomar as rédeas do comércio do tabaco, do café e do sândalo nas suas mãos e que se habituara a governar um território em que os centros de decisão se achavam a maior parte das vezes, muito distantes: em Goa, Macau, Brasil ou Lisboa.

 

Fonte: : Joana Ruas 

 

publika husi sapotl às 11:52

17
Set 15

 

 

Max Stahl está a preparar um filme sobre a chegada dos portugueses ao Oecussi. Neste novo projecto pretende explorar as raízes da identidade timorense e o impacto do encontro com os portugueses. Numa entrevista ao Expresso adianta que: 

 

“É muito interessante tentar entender e interpretar o porquê de um português qualquer abandonar o país para chegar a um lugar onde estatisticamente era a morte certa que o esperava. E ficava lá às vezes a vida inteira com pessoas totalmente diferentes.


Porquê? E quais são os laços entre os primeiros cristãos a chegar a Timor e os valores atuais dos timorenses? Os timorenses mesmo a custo da própria morte nunca aceitaram a ocupação indonésia. Porquê? Porque era um insulto à sua dignidade. Os timorenses usam muito esta palavra: dignidade. E o que me fascina é o que significa essa dignidade, de onde vem essa ideia”

 

Fonte: Entrevista de Max Stahl ao Expresso 17/08/2015

publika husi sapotl às 16:12

O português Rui Correia inicia no final deste mês uma aventura que pretende ligar, em mota, Lisboa e a vila timorense de Lifau, no enclave de Oecusse, onde há 500 anos chegaram os primeiros missionários e navegadores portugueses.

 

 

 

Trata-se de uma viagem de 22.184 quilómetros por 18 países e que inclui sete travessias marítimas: entre Malásia e Sumatra, Sumatra e Java, Java e Bali, Bali e Lombok, Lombok e Sumbawa, Sumbawa e Flores e Flores e Timor. Rui Correia, que está atualmente a trabalhar como assessor no Ministério da Administração Estatal, em Timor-Leste, explica que a viagem pretende "simbolizar a amizade e solidariedade que une os dois povos".

 

Ainda à procura de apoios adicionais para a viagem, que garante que vai realizar, explica que o objetivo adicional é contribuir para o trabalho de uma ONG local, a SUL-Timor, especialmente para um projeto de apoio a uma escola em Díli.

Em jeito de 'pré-viagem', Rui Correia percorrerá primeiro 547 quilómetros entre Guimarães e Lisboa, com passagens pelo Porto, Coimbra, Fátima, Cabo da Roca e Sintra.

 

A partir do Padrão dos Descobrimentos está prevista para 30 de agosto e a chegada a Lifau, em Oecusse, a tempo das celebrações de 28 de novembro, dada em que se assinalam os 40 anos da independência de Timor-Leste.

 

O percurso europeu da viagem - 4.395 quilómetros - inclui passagens por Espanha, França, Mónaco, Itália, Eslovénia, Croácia, Sérvia, Bulgária e Turquia.

Segue-se uma primeira fase do percurso asiático entre Istambul e Nova Deli (7.283 quilómetros) que incluirá passagens pelo Irão e Paquistão e depois a ligação entre Nova Deli e Malaca (6.225 quilómetros), com passagens pela Birmânia e Tailândia.

 

Rui Correia atravessa depois o arquipélago indonésio, com passagem, entre outros locais, por Dumai, Lampung, Jakarta, Bandung, Yogyakarta, Banyuwangi, Denpasar, Mataram e Bukit Raya. Depois destes 3.437 quilómetros, segue cerca de 480 entre Lombok e Flores e 365 entre Flores e Dili.

O destino final da viagem é a capital timorense mas a paragem mais simbólica é a que será feita em Oecusse.

 

Consulte a rota de Rui Correia 

publika husi sapotl às 14:33

 

 

(...) o contributo da Igreja para a causa da independência antecede este período: o contributo fundamental foi forjar a própria identidade timorense que, ao longo dos séculos e no contacto com esta, se foi moldando na diversidade dos nossos antepassados, das nossas culturas e tradições e que depois, durante 24 anos de muita violência, se viu reforçada pela absoluta convicção da justiça da causa da independência, da liberdade e da soberania do nosso povo. De facto, o que nos distingue efetivamente dos nossos países vizinhos, dos seus povos e culturas é precisamente o resultado do contacto com a Igreja e os seus missionários, portugueses, os quais contribuíram inquestionavelmente para a emergência de uma identidade própria e diria mesmo única nesta nossa meia ilha do sudeste asiático.

  

E para falarmos do começo, da chegada do cristianismo e do catolicismo à ilha de Timor, temos de falar dos portugueses e do enclave de Oe-cusse, temos de falar que há 500 anos atrás missionários portugueses desembarcaram em Lifau e marcaram na nossa história um dos aspetos fundadores e diferenciadores de Timor-Leste – a religião católica – religião professada por 96,9% da população do país, de acordo com o censo de 2010.

A chegada dos portugueses foi pois, e em primeira instância, a chegada de uma nova religião, abraçada e apropriada muito antes da própria colonização do território.

 

Como se sabe, a chegada dos portugueses ao território de Timor em 1515 não se traduziu no início da colonização da ilha, a qual efetivamente só veio a ocorrer alguns séculos mais tarde. Note-se que a chegada do primeiro governador português, António Coelho Guerreiro, ocorreu apenas em 1702, e aí sim se verifica o início da implantação de uma muito pequena estrutura governativa, administrativa e militar. E é de facto muito interessante notar, de acordo com literatura histórica disponível, que aquando da chegada do primeiro governador já uma parte da aristocracia de Timor se encontrava convertida, com nome cristão e português. Quero com isto salientar que o cristianismo não entrou na nossa cultura e na nossa história pelas armas e pela imposição, mas sim fruto de rotas comerciais estabelecidas que tinham no sândalo um bem a explorar, e que permitiu que homens, imbuídos de verdadeiro espírito de missão, chegassem e percorressem o interior do nosso território para evangelizar em nome de Portugal.

 

Menciono este facto porque o julgo fundamental para explicar a forma como a cristianização foi bem acolhida em muitos dos reinos existentes na Ilha, e como a presença da Igreja, através das ordens religiosas, começa a sua história e relação com os povos de Timor antes de qualquer poder colonial se impor no território. Na perceção dos Senhores Padres João Felgueiras e José Martins, registada no livro as “Nossas Memórias de Vida em Timor”, “o cristianismo veio elevar, dignificar e enriquecer o que já palpitava na natureza do povo timorense, isto é, o cristianismo ao chegar encontrou um povo com o sentido de Deus (Maromak) e sentido de Sagrado (Lulik)”. (...)

 

 

 

publika husi sapotl às 12:20

 

 

O Dia da Proclamação da Independência, 28 de novembro, será o ponto alto das celebrações dos 500 anos da afirmação da identidade timorense. 

O destaque vai para Oe-Cusse Ambeno, onde será feita uma recriação histórica do primeiro encontro dos missionários portugueses com as populações de Timor e seus chefes. Ao longo destes 500 anos, a Igreja Católica prestou um grande apoio espiritual, humano e material ao povo, destacando-se o papel desempenhado durante a ocupação indonésia, em que contribuiu decisivamente para a legitimação e credibilização internacional da Resistência.

Estão a ser programadas atividades em todo o país, centralizadas na Comissão Organizadora das comemorações, a qual é coordenada pelo Ministério da Administração Estatal. Estes eventos estão ainda em preparação e irão sendo incluídos na agenda do portal ao longo de todo o período de comemorações. 

 

Fonte: Governo de Timor-Leste

publika husi sapotl às 12:18

publika husi sapotl às 12:06

 

 

“Foi aqui que nasceu Timor-Leste”, diz um cidadão de Oecússi, no monumento de Lifau, que assinala a chegada dos primeiros colonizadores portugueses à ilha, em 18 de agosto de 1515.

 

O monumento foi construído durante o tempo da ocupação indonésia, que em Oecússi ocorreu a 29 de novembro de 1975, e é um “símbolo da resistência à ocupação”, explicou.

 

“Aqui também é Portugal”, é uma das frases inscritas no monumento de Lifau, que este ano volta a ser o centro de Timor-Leste, quando se assinalarem os 500 anos da chegada dos portugueses, antiga potência colonizadora.

 

Quase 500 anos depois, um outro monumento, mais pequeno, foi construído em Pante Macassar, a capital de Oecússi, a cerca de seis quilómetros de Lifau. Uma lápide, iluminada, assinala o desenvolvimento prometido para o berço do país com o lançamento da primeira pedra para o início da implementação do projeto-piloto para a criação da Zona Especial de Economia Social de Mercado, liderado pelo antigo primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri.

 

“A escolha de Oecússi é um pouco como voltar à história”, afirmou à agência Lusa Mari Alkatiri. “Assim como Timor-Leste começou em Oecússi, o desenvolvimento de Timor-Leste vai começar em Oecússi para se estender ao resto do país”, sublinhou o também secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

 

 

publika husi sapotl às 12:00

 

Missão luso-timorense apoiada pela Força Aérea Portuguesa que distingue esta missão com o reconhecimento institucional prestando apoio técnico à missão na preparação da tripulação.

 

Razões do Projecto

 

Assinalar os 500 anos da descoberta de Timor-Leste com a Chegada dos Descobridores Portugueses ao Lifau e o início da Missionação de Timor pelos Missionários Portugueses, integrando as Comemorações Oficiais organizadas pela República de Portugal e da República Democrática de Timor-Leste (RDTL)

 

Um avião dos melhores do mundo em robustez estrutural, velocidade (groundspeed) e performance , na classe de light Advanced Aicraft, numa viagem luso-timorense de visibilidade internacional, a realizar em 2015, ano das comemorações e da afirmação da histórica ligação a Portugal.

 

Esta missão está prevista ter o seu início oficial no dia 05 de Maio de 2015, em Portugal e em Timor-Leste, no dia 20 de Maio de 2015, numa ligação entre os continentes europeu, americano e asiático, levando a todo o mundo a RDTL numa epopeia dos tempos modernos, de cariz duplamente histórica e em reforço da amizade entre dois povos – Timorenses e Portugueses.

 

publika husi sapotl às 11:54

16
Set 15

O Banco de Portugal vai colocar em circulação, no dia de 15 de julho de 2015, uma moeda corrente comemorativa, com o valor facial de 2 €, designada “500 Anos do Primeiro Contacto de Portugal com Timor”. A distribuição ao público será efetuada por intermédio das instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.

 

 

A moeda “500 Anos do Primeiro Contacto de Portugal com Timor” apresenta:

 

Na face comum:

O desenho utilizado nas moedas de euro destinadas à circulação.

 

Na face nacional:

No campo central: uma nau redonda, um recorte de madeira, que remata a cobertura de colmo de uma casa, elementos icónicos de Portugal e Timor;No campo esquerdo inferior: a legenda «TIMOR 2015»;

No campo direito superior: a legenda «1515 Portugal»;

 

Envolvendo todo o desenho, encontram-se as 12 estrelas, dispostas de forma circular, que representam a União Europeia.

 

publika husi sapotl às 14:56

 

Francisco Branco considera que há 500 anos, em Lifau (Oe-cusse) se fundiram duas civilizações “a portuguesa cristã e a animista lulik” de Timor.

 

“Essa fusão gerou uma identidade única nesta zona geográfica do mundo. A fusão dessas duas culturas constituiu uma força de resistência à invasão militar indonésia durante 24 anos. Uma força de identidade”, afirmou.

 

“Há 500 anos que nos encontrámos. Se, por acaso, os missionários portugueses não pisassem os solos de Timor, o que seria hoje de Timor-Leste? Seria uma continuação da indonésia”, disse. Por essa fusão, disse, Timor-Leste pode hoje “estar orgulhoso” de ser um país soberano “porque é diferente de todos os povos desta região”.

 

- declarações feitas no Parlamento Nacional - 05/05/2015

publika husi sapotl às 12:09

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