da chegada das caravelas

29
Nov 15

O primeiro-ministro, Rui Araújo, reiterou ontem os agradecimentos a Portugal pelos "esforços diplomáticos" e aos portugueses por terem transformado a independência de Timor-Leste numa causa, bem como o "apoio incondicional" dos restantes países lusófonos.


Foto: Gabinete do Primeiro-Minstro

 

"Treze anos volvidos sobre a restauração da nossa independência, aproveito o facto de estarmos reunidos neste convívio para reiterar os agradecimentos a Portugal, pelos seus esforços diplomáticos que se juntaram à nossa determinação, e aos portugueses por terem também feito deles a nossa causa", declarou Rui Araújo, no jantar oferecido pelo Governo timorense pela comemoração do 40.º aniversário da proclamação da independência e dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor.

 

No seu discurso, o chefe do Governo timorense estendeu os agradecimentos "aos restantes países e povos irmãos da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], os primeiros a oferecer o seu apoio incondicional e a fazer-nos sentir parte da mesma família, ou não partilhássemos todos de uma língua, sentimentos e valores comuns".

 

Os traços linguísticos e históricos, conhecimentos, valores e sentimentos trazidos pelos portugueses e a sua coabitação com a identidade autóctone transformam os timorenses num "povo com características únicas na região", considerou Rui Araújo.

 

"E é esta nossa identidade, este sentido comum de valores, sentimentos e solidariedade que nos destaca na comunidade internacional e que nos deu coragem e resiliência para lutar pelo direito à autodeterminação, quando talvez muitos países tivessem logo desistido à partida. E foram esta identidade e cultura únicas que levaram Timor-Leste a lutar durante 24 anos pela sua independência, mesmo depois de esta já ter sido proclamada em 1975", disse.

 

Rui Araújo enalteceu os cinco séculos de interação entre timorenses e portugueses, que "contribuíram para construir um Timor-Leste com raízes democráticas, de valores humanistas, com um povo determinado e líderes fortes, em que ambos souberam conduzir o país para um ambiente de paz, estabilidade e segurança, um país em franco crescimento, um país que atingiu uma maturidade política e que caminha a passos largos para o seu desenvolvimento e, ainda, um país que é apontado como exemplo no palco internacional, um país global".

 

Hoje, acrescentou, o povo timorense "assume o papel de ator principal nos destinos" do país.

 

Portugal fez-se representar na cerimónia, que decorre ontem à noite em Lifau, no enclave de Oecusse, pelo presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro.

 

Foi em Lifau que os portugueses atracaram a primeira nau, em 1515, e onde se instalou a primeira capital de Timor.

 

@Lusa

 

 

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