da chegada das caravelas

27
Nov 15

Por António Sampaio (Agência Lusa)

O responsável da região autónoma timorense de Oecusse, Mari Alkatiri, defendeu hoje os investimentos que estão a ser feitos no território, sublinhando os benefícios económicos imediatos, mas também sociais, a médio prazo.

 


"Quando se investe nas infraestruturas, o retorno imediato são as próprias infraestruturas. Depois desse retorno económico, teremos o retorno social", disse, em declarações à Lusa, no local onde está a ser construída a nova ponte sobre a ribeira de Tono.

Alkatiri respondeu assim a críticas ao investimento do Governo na região, a mais recente das quais pela voz do bispo de Baucau, Basílio do Nascimento, que se referiu às verbas avultadas que estão a ser gastas.

Preferindo não responder diretamente às críticas, Mari Alkatiri - responsável da Região Administrativa Especial e da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM) de Oecusse-Ambeno - afirmou que "o tempo mostrará" o impacto dos investimentos.

"Só este ano, em pouco tempo, teremos quatro milhões de dólares de receitas, mesmo num período em que não deveria haver receitas, só despesas. Eu não acredito em milagres. Acredito na capacidade de liderança e de gestão, não em milagres", disse.

"Estamos a apostar no retorno económico, mas também no social. Se a população produzir num lado e com a ponte puder levar a sua produção orgânica para o porto e aeroporto, isso tem benefícios económicos e financeiros, mas também sociais", disse.

Mari Alkatiri acompanhou hoje o Presidente da República, Taur Matan Ruak, e o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, numa visita a duas das principais obras que estão a ser feitas na zona, uma barragem e projeto de irrigação e a ponte sobre a ribeira de Tono.

"Quando se iniciam projetos de infraestruturas urbanas deve-se pensar já no desenvolvimento da área suburbana e rural", disse.

A obra da barragem, orçada em 11 milhões de dólares, e que começou a ser feita em janeiro de 2015, é o coração de um projeto mais amplo de irrigação que beneficiará mais de 1.700 hectares de terreno e mais de mil famílias que vivem da agricultura na zona.

Construída na ribeira de Tono, a barragem não gera energia elétrica mas aproveita o caudal da época das chuvas, canalizando por longos canais que irrigarão os campos onde Mari Alkatiri diz pode ser produzido arroz de maior qualidade, inclusive para exportação.

Já está construída metade da estrutura de betão armado de 200 metros de comprimento, que vai controlar o fluxo da água, que será guiada por mais de 29 quilómetros de caudal construído ao longo da ribeira.

Mais adiante, está a avançar a obra do que será a maior ponte de Timor-Leste, um projeto que pretende ajudar a que a produção a montante, na zona da barragem e da irrigação, posse a ser mais facilmente escoada para Oecussse e para fora do enclave.

A ponte, que custará 17 milhões de dólares, tem 360 metros de vão, três arcos e cerca de 30 a 40 metros de acesso.

"Estamos a fazer tudo coordenado e integrado. A primeira exigência que fiz aos construtores e inspetores das obras é encontrar uma cota comum e a partir dessa cota é que se faz tudo o resto, para não acontecer a estrada estar mais alta que o aeroporto", exemplificou.

As obras visitadas são duas das principais infraestruturas que estão a ser feitas no enclave de Oecusse, que acolhe hoje e sábado as comemorações dos 500 anos da chegada de portugueses a Timor e o 40.º aniversário da proclamação unilateral da independência de Timor-Leste.

Delegações de vários países juntam-se às principais individualidades timorenses e a milhares de pessoas que convergiram no enclave para as celebrações.

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