da chegada das caravelas

06
Jan 16

Prezidente Tribunál Konstitusionál (TC) portugés realsa horisehik kona-ba relasaun entre Portugál ho Timor-Leste, no hanoin hikas katak "la’ós baibain" mak nasaun kolonizadu selebra amizade tinan 500 ho antigu kolonizadór.


Foto: Gabinete Primeira-dama

 

Joaquim Sousa Ribeiro ko’alia ba jornalista sira hafoin simu hosi Prezidente Repúblika, Aníbal cavaco Silva, iha audénsia hodi halo "relatu" kona-ba nia partisipasaun, hanesan reprezentante hosi Estadu portugés, iha serimónia sira ne’ebé iha loron 27 novembru 2015 komemora tinan 500 prezensa portugeza iha Timor-Leste no tinan 40 independénsia nasaun nian.

 

"Sente gratu tebes haree relasaun entre nasaun rua ne’e, tanba labaibain mak kolonizadu komemora ho kolonizadór. Serimónia ne’ebé monu tebes ba laran no iha signifikadu boot", afirma Sousa Ribeiro, ne’ebé tuir ierarkia hanesan kuarta figura iha Estadu portugés.

 

Iha loron 27 novembru 2015, Timor-Leste selebra tinan 40 independénsia nasaun nian, iha tinan 1975, ne’ebé impede hosi okupasaun indonézia iha tinan tuir mai.

 

Iha tinan 1999, hafoin referendu iha autodeterminasaun mak patrosina hosi Nasoins Unidas, Indonézia hatete "loos" hosi eleitór timoroan sira no permite atu kria kondisaun ba restaurasaun independénsia, ne’ebé hala’o iha loron 20 maiu 2002, halo Timor-Leste sai primeiru Estadu soberanu foun iha sékulu XXI.

 

SAPO TL ho Lusa

 

publika husi sapotl às 00:30

O presidente do Tribunal Constitucional (TC) português realçou ontem as relações entre Portugal e Timor-Leste, lembrando "não ser normal" que um país colonizado celebre 500 anos de amizade com o antigo colonizador.


Foto: Gabinete da Primeira-dama

 

Joaquim Sousa Ribeiro falava aos jornalistas após ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Aníbal cavaco Silva, a quem fez um "relato" do que foi a sua participação, como representante do Estado português, nas cerimónias que, em 27 de novembro de 2015, assinalaram os 500 anos da presença portuguesa em Timor-Leste e os 40 anos da independência do país.

 

"Foi gratificante verificar as relações entre os dois países, pois não é frequente que o colonizado comemore com o colonizador. Foi uma cerimónia tocante e com grande significado", afirmou Sousa Ribeiro, hierarquicamente a quarta figura do Estado português.

 

A 27 de novembro de 2015, Timor-Leste celebrou os 40 anos da independência do país, em 1975, que acabaria por ser travada na sequência da ocupação indonésia no ano seguinte.

 

Em 1999, após um referendo sobre a autodeterminação patrocinado pelas Nações Unidas, a Indonésia acatou o "sim" dos eleitores timorenses e permitiu que ficassem criadas as condições para a restauração da independência, o que viria a suceder a 20 de maio de 2002, tornando-se Timor-Leste o primeiro novo Estado soberano do século XXI.

 

@Lusa

publika husi sapotl às 00:25

01
Dez 15

Participação do Primeiro-Ministro Rui Maria de Araújo nas cerimónias oficias, no dia 27 de Novembro 2015, para celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses em Timor-Leste e 40 aniversário da proclamação unilateral da independência de Timor-Leste.

 

Partisipasaun hosi Primeiru-Ministru Rui Maria de Araújo iha serimónia ofisiál sira, iha loron 27 Novembru 2015, hodi selebra tinan 500 bainhira portugés sira to'o iha Timor-Leste no aniversáriu ba dala 40 hosi proklamasaun unilaterál ba independénsia Timor-Leste nian.

 

Fonte: Gabinete do Primeiro-Ministro de Timor-Leste

 

publika husi sapotl às 12:27

30
Nov 15

publika husi sapotl às 14:01

Rui Correia horisehik to’o ona iha Oecusse, hafoin hala’o aventura bot ida iha ninia moris: liu hosi sa’e motór ho kilómetru  27.700 no durante loron 84, hosi Guimarães, Portugal hodi to’o iha Lifau, Timor-Leste.


 

 

Viajen ne’ebé ho dezafiu boot la hanesan ida ne’e nia rasik imajina, entre burokrasia, difikuldade hodi hetan asesu iha nasaun balun, hanesan Pakistaun, tránzitu metin iha India no udan iha Samatra, Indonézia.

 

"Ha’u la hnoin sai hanesan ne’e. Maski ha’u planeia viajen iha tempu barak liubá, sai difísil tebes mai ha’u no komplikadu hosi ida ne’e ha’u imajina. Iha obstákulu oioin, burokrasia no difikuldade iha terrenu", nia afirma.

 

"Kilómetru 27.700 dezde Guimarães, iha loron 06 setembru to’o Lifau", nia hatete iha entrevista ba Lusa.

 

Entre perkursu sira ne’ebé komplikadu liu iha besik kilómetru 1.200 kuaze hothtu iha rai-fuik, iha rejiaun Baluchistão, maiór provínsia iha Pakistaun no inklui zona disputada ida ho Iraun.

 

Rui Correia esplika katak nia sempre halo viajen ho eskoltu hosi efetivu seguransa, ho sivíl, ho kalashnikovs, ne’ebé halo nia tenke toba kalan iha eskuadra polísia nian, iha prizioneiru sira-nia sorin no nia la bele sai hosi ne’ebá to’o loron tuir mai.

 

Maski nune’e, hafoin nasaun 20 - Timor-Leste mak ba dala  20, ne’ebé nia to’o horisehik, hosi kapitál Timór Osidentál, Kupang, - Rui Correia insiste katak iha folin.

 

 

"Folin tebes. Esperiénsia ne’e inkível, la bele fiar, buat ne’ebé sei hela ba nafatin iha memória, ne’ebé la konsege tranzmite no ne’ebé iha ha’u-nia laran no ha’u nunka haluha", nia admite.

 

Iha Ligasaun ho kestaun Timor-Leste durante tinan barak, halo parte iha misaun Lusitânia Expresso, Rui Correia rekoñese katak, tanba ne’e mak, viajen ne’e iha liu tan signifikadu.

 

"Ha’u halo parte iha istória. Mai ha’u, iha signifikadu boot. Ha’u iha relasaun naruk ho Timór. Dezde 1987 ne’ebé ha’u sai militár ho kauza timoroan. Ha’u sei kontinua iha ne’e. Ne’e mak ha’u-nia uma daruak", nia hatete.

 

Iha nasaun hanesan Timor-Leste, iha ne’ebé motorizada kuaze sai hanesan parte hosi identidade - ba família barak hanesan veíkulu úniku pesoál no sempre halo kompetisaun motokrós - Rui Correia nia viajen hamosu interese partikulár.

 

Tanba ne’e horisehik, iha monumentu nia oin, iha Lifau – iha ne’ebé Timor-Leste moris ba iha tinan 500 liubá – no ida ne’ebé marka sékulu lima kontaktu entre portugés ho timoroan sira, mak inaugura iha loron-sesta no iha ne’ebé horisehik  nia ko’alia ba Lusa, ema husu Rui Correia hosi hasai dezena fotografia.

 

"Ha’u mai mesak? Lori tempu hira?", nia halo pergunta ne’ebé repete, iha lia-portugés no inglés hodi haree ba kondutór no motorizada, ne’ebé enfeita ho bandeira Timor-Leste no Portugál nian no mapa hosi perkursu naruk ne’ebé Rui Gomes konsege kumpre.

 

Tuir prátika, Rui Correia nia viajen sei termina ohin: hala’o viajen ho grupu timoroan ida, ho motarizada, entre Lifau no Dili hodi liga kapitál timoroan rua ne’e.

 

"Agora fásil ona, ha’u iha ona uma", nia hatete.

 

SAPO TL ho Lusa

António Sampaio (Testu)

publika husi sapotl às 00:47

Rui Correia completou ontem no enclave timorense de Oecusse, a sua maior aventura de vida: 27.700 quilómetros em 84 dias, de moto entre Guimarães, o berço de Portugal e Lifau, o berço de Timor-Leste.


 

Uma viagem com maiores desafios do que o próprio esperava, entre burocracias, dificuldades no acesso a alguns países, como o Paquistão, trânsito intenso na India e chuvadas em Samatra, na Indonésia.

 

"Não estava à espera. Muito embora tivesse planeado a viagem há algum tempo atrás, saiu-me mais difícil e complicado do que poderia imaginar. Muitos obstáculos de todo o tipo, burocracia e dificuldades do terreno", afirmou.

 

"27.700 quilómetros desde Guimarães, a 06 de setembro, até Lifau", disse em entrevista à Lusa.

 

Entre os percursos mais complicados estiveram os cerca de 1.200 quilómetros quase todos no deserto, na região do Baluchistão, a maior província do Paquistão e que inclui uma zona disputada com o Irão.

 

Rui Correia explicou que viajou sempre sob escolta de efetivos de segurança, à civil, com kalashnikovs, que o obrigavam a pernoitar em esquadras da polícia, ao lado dos presos e de onde não podia sair até ao dia seguinte.

 

Ainda assim, e depois de 20 países - Timor-Leste foi o 20.º, onde entrou ontem, vindo da capital de Timor Ocidental, Cupão, - Rui Correia insistiu que valeu a pena.

 

 

 

"Valeu muito a pena. A experiência é incrível, inacreditável, algo que fica para sempre na memória, que não se consegue transmitir e que calou fundo em mim e que nunca esquecerei", admitiu.

 

Ligado há vários anos à questão de Timor-Leste, fez parte da missão do Lusitânia Expresso, Rui Correia reconheceu que, por isso, a viagem teve ainda mais significado.

 

"Vivo muito intensamente a história. Para mim, tem imenso significado. A minha relação com Timor é uma relação longa. Desde 1987 que militei com a causa timorense. Vou continuar por cá. Esta é a minha segunda casa", disse.

 

Num país como Timor-Leste, onde as motorizadas são quase parte da identidade - para muitas famílias são o único veículo pessoal e as competições de motocross são regulares - a viagem de Rui Correia suscitou um interesse particular.

 

Por isso hoje, à frente do monumento em Lifau -- onde nasceu Timor-Leste há 500 anos -- e que assinala os cinco séculos de contactos entre portugueses e timorenses, inaugurado na sexta-feira e onde ontem falou à Lusa, Rui Correia foi solicitado a dezenas de fotografias.

 

"Veio sozinho? Quanto tempo demora?", perguntou que repetiam, em português e inglês olhando para o condutor e para a mota, decorada com duas bandeiras, de Timor-Leste e Portugal e um mapa do longo percurso que Rui Gomes conseguiu cumprir.

 

A viagem de Rui Correia, na prática, só termina ontem: viajou com um grupo de timorenses, de mota, entre Lifau e Díli, unindo assim o que foram as duas capitais timorenses.

 

"Agora já é fácil, estou em casa", disse.

 

@Lusa

 

António Sampaio (texto)

publika husi sapotl às 00:32

29
Nov 15

Xefe Estadu horisehik fó omenajen ba reprezentante hosi grupu 28 sidadaun timoroan sira  nian ne’ebé iha tinan hirak ikus ne’e iha luta kontra okupasaun indenézia, entre 1991 no 1999 subar no proteje líder rezisténsia sira.


Foto: Prezidénsia Repúblika

 

Taur Matan Ruak entrega medalla Orden Timor-Leste nian ba reprezentante hosi grupu sira ne’ebé, ho risku boot subar nia nolíder rezisténsia sira seluk- Xanana Gusmão, Mau Hunu, David Alex, Konis Santana ka Lu-Olo, no sira seluk.

 

Omenajen ida ba “erói anónimu sira” ne’ebé fó risku ba vida rasik hodi manifesta “espíritu patriotizmu”, no proteje líder sira iha sira-nia uma, abrigu subterráneu, kintál no fatin sira seluk, uitoan ba nasaun tomak.

 

"Kontributu signifikativu ida", destaka Prezidente Repúblika iha dekretu ne’ebé aprova kondekorasaun sira, hosi ida ne’ebé "ajuda proteje líder rezisténsia sira" .

 

Hanesan pontu aas ida mós hosi serimónia sira ne’ebé horisehik, iha kampu Palaban iha kapitál enklave Oekusi, komemora tinan 40 proklamasaun unilaterál hosi independénsia Timor-Leste nian, testu ne’ebé horisehik lee hikas hosi fundadór nasaun nian ida mós, Mari Alkatiri.

 

Taur Matan Ruak prezide serimónia hasa’e bandeira ho parada ida mak lidera hosi tenente-koronel infantaria Haksolok no kompostu hosi kompañia ida-idak hosi komponente terrestre, navál no apoiu no servisu Forsa Defeza Timor-Leste nian (F-FDTL) no pelotaun Polísia nasionál nian ida (PNTL), operasaun espesiál, orden públika no patrullamentu fronteira.

 

Partisipa mós hosi elementu seguransa sivíl, bombeiru no eskuteiru sira no grupu responsável ba guarda bandeira tolu: ida ho joven estudante 28 hosi eskola sekundária hosi munisípiu 12, ida seluk ho elementu 40  no ida ikus ho ekipa guarda bandeira.

 

Iha farda militár kór-matak-kastaña sira-nia sorin, grupu hirak ne’e hatais mutin, ho estudante sira hatais tais tradisionál kór-azúl, mean no matak.

 

Lian inu nasionál nian, interpreta hosi banda múzika F-FDTL nian, bandeira Timor-Leste sa’e iha bandeira-rin mak harii iha tribuna onra nia oin, iha ne’ebé iha prinsipál individualidade timoroan sira no konvidadu internasionál sira, inklui prezidente Tribunál Konstitusionál, Joaquim de Sousa Ribeiro, reprezentante hosi Estadu portugés.

 

Iha nia diskursu, Taur Matan Ruak, defende katak Estadu tenke reforsa nia servisu ba sidadaun sira, liu-liu iha área esensiál sira hanesan saúde ka edukasaun.

 

Estadu tenke sai efikás no efisiente, "tenke uza rekursu sira ho forma rasionál" no dezenvolvimentu "tenke sai hosi Dili no bá distritu sira", ho polu dezenvolvimentu ne’ebé atrai investimentu nasionál no estranjeiru ba esensiál prosesu diversifikasaun ekonómika.

 

Hanesan ezemplu nia destaka progresu iha enklave Oekusi, iha ne’ebé responsável sira autoridade rejionál nian no Governu sentrál kria hela zona ekonómika eskluziva.

 

Nia hatete katak unidade, pás no estabilidade hanesan "kondisaun importantes ba dezenvolvimentu no konsolidasaun  ba Estadu" tanba ne’e presiza kolaborasaun ema hotu nian iha prosesu dezenvolvimentu nasaun nian.

 

Xefe Estadu ne’e apela mós ba sidadaun no família sira atu ativu iha konstrusaun Estadu, buka atu ba eskola no hetan formasaun hodi ajuda hetan importante ekonomia familiár.

 

Taur Matan Ruak halo referénsia ba líder timoroan sira, entre sira ne’e nia destaka Mari Alkatiri no José Ramos-Horta, sobrevivente hosi primeiru Governu ne’ebé simu pose iha tinan 40 liubá, no "memória hosi mártir nasionalista sira" ne’ebé halo "sakrifísiu boot iha luta ba libertasaun Timor-Leste nian".

 

Nia hatete katak sira ne’e mak veteranu sira hosi frente armada, klandestina no diplomátika, ne’ebé "fó ezemplu ba nasaun" no ne’ebé ohin loron "kontinua inspira" timoroan sira, ho "korajen no dignidade".

 

Taur Matan Ruak refere ba tinan 500 kontaktu entre portugés ho timoroan sira no papél igreja katólika nian, ne’ebé fó sai iha marka identidade timoroa nian, ohin loron sai "membru família boot ida nian iha kontinente haat".

 

SAPO TL ho Lusa

 

publika husi sapotl às 04:45

Por António Sampaio da agência Lusa


Representantes de 28 grupos de cidadãos timorenses que nos últimos anos da luta contra a ocupação indonésia, entre 1991 e 1999, esconderam e protegeram os principais líderes da resistência, foram ontem homenageados pelo chefe de Estado de Timor-Leste.


Presidência República

 

Taur Matan Ruak entregou a medalha da Ordem de Timor-Leste a representantes de grupos que, com grande risco, o esconderam e a outros líderes da resistência - Xanana Gusmão, Mau Hunu, David Alex, Konis Santana ou Lu-Olo, entre outros.

 

Uma homenagem a "heróis anónimos" que manifestaram, arriscando a própria vida, "um espirito de patriotismo", protegendo os líderes em casas, abrigos subterrâneos, quintais e outros locais, um pouco por todo o país.

 

Um "contributo significativo", destacou o Presidente da República no decreto em que aprovou as condecorações, de quem "ajudou a proteger os líderes da resistência".

 

Foi um dos pontos altos das cerimónias que hoje, no campo de Palaban na capital do enclave de Oecusse, assinalaram o 40.º aniversário da proclamação unilateral da independência de Timor-Leste, texto que ontem voltou a ser lido por um dos fundadores da nação, Mari Alkatiri.

 

Taur Matan Ruak presidiu à cerimónia do içar da bandeira perante uma parada liderada pelo tenente-coronel de infantaria Haksolok e composta por uma companhia cada do componente terrestre, naval e de apoio e serviço das Forças Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e um pelotão da Polícia nacional (PNTL), operações especiais, ordem pública e patrulhamento da fronteira.

 

Participaram ainda elementos da segurança civil, dos bombeiros e dos escuteiros e três grupos responsáveis pela guarda da bandeira: um de 28 jovens estudantes de escolas secundárias dos 12 municípios, outro com 40 elementos e o último com a equipa de guarda à bandeira.

 

Ao lado das fardas militares camufladas, estes grupos trajavam branco, com os estudantes vestidos com tais tradicionais azuis, vermelhos e verdes.

 

Ao som do hino nacional, interpretado pela banda de música das F-FDTL, a bandeira de Timor-Leste subiu no mastro colocado em frente à tribuna de honra, onde estavam as principais individualidades timorenses e convidados internacionais, incluindo o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim de Sousa Ribeiro, em representação do Estado português.

 

No seu discurso, Taur Matan Ruak, defendeu que o Estado deve reforçar os seus serviços aos cidadãos, especialmente em áreas essenciais como saúde ou educação.

 

O Estado, deve ser mais eficaz e eficiente, os recursos "devem ser utilizados de forma racional" e o desenvolvimento "tem que sair de Díli e ir para os distritos", com polos de desenvolvimento que atraiam investimento nacional e estrangeiro para o essencial processo de diversificação económica.

 

Como exemplo destacou o progresso registado no enclave de Oecusse, onde os responsáveis da autoridade regional e o Governo central estão a criar uma zona económica exclusiva.

 

Unidade, paz e estabilidade, disse, são "condições importantes para o desenvolvimento e consolidação do Estado" pelo que é essencial a colaboração de todos no processo de desenvolvimento do país.

 

O chefe de Estado apelou ainda aos cidadãos e famílias que sejam mais ativos na construção do Estado, procurando educar-se e informar-se, ajudando a gerar a importante economia familiar.

 

Taur Matan Ruak fez referência aos líderes timorenses, entre os quais destacou Mari Alkatiri e José Ramos-Horta, sobreviventes do primeiro Governo que tomou posse há 40 anos, e "às memórias dos mártires nacionalistas" que fizeram "o maior sacrifício na luta pela libertação de Timor-Leste".

 

Estes são, disse, veteranos da frente armada, clandestina e diplomática, que "deram um exemplo à nação" e que hoje "continuam a inspirar" os timorenses, com "coragem e dignidade".

 

Taur Matan Ruak referiu-se ao 500.º aniversário dos contactos entre portugueses e timorenses e ao papel da igreja católica, que deixaram vincos marcados na identidade timorense, hoje "membro de uma grande família em quatro continentes".

 

@Lusa

publika husi sapotl às 04:38

Primeiru-ministru, Rui Araújo, horisehik hato’o hikas agradesimentu ba Portugál ba "esforsu diplomátiku" no ba portugés sira tanba transforma independénsia Timor-Leste ba kauza ida, hanesan mós ho "apoiu inkondisionál" hosi nasaun luzófona sira seluk.


Foto: Gabinete Primeiru-Ministru

 

"Tian sanulu resin tolu hafoin restaura ami-nia independénsia, ha’u aproveita ita-nia sorumutu iha konvíviu ida ne’e hodi hato’o hikas agradesimentu ba Portugál, ba nia esforsu diplomátiku mak fó ba ami-nia determinasaun, no portugés sira tanba halo hirak ne’e sai ami-nia kauza", deklara Rui Araújo, iha han-kalan mak oferese hosi Governu timoroan ba komemorasaun tinan 40 proklamasaun independénsia no tinan 500 portugés sira tama iha Timór.

 

Iha nia diskursu, xefe Governu timoroan hato’o agradesimentu "ba nasaun no povu maun-alin sira selu hosi CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], primeiru oferese nia apoiu inkondisionál no halo ami sente halo parte iha família ida, ka ita la partilla ho lian ida, sentimentu no valór komún".

 

Trasu linguístiku no istóriku, koñesimentu, valór no sentimentu ne’ebé mai hosi portugés sira no nia koabitasaun ho identidade autóktone transforma timoroan sira sai "povu ho karakterístika únika iha rejiaun", konsidera Rui Araújo.

 

"No ida ne’e mak ami-nia identidade, sentidu komún hosi valór sira, sentimentu no solidariedade ne’ebé destaka mai ami iha komunidade internasionál no fó korajen mai ami no kapasidade hodi luta ba direitu ba autodeterminasaun, karik nasaun barak deziste bainhira foin komesa. No identidade no kultura únika ne’e mak lori Timor-Leste hodi luta durante tinan 24 ba nia independénsia, iha duni hafoin proklama independénsia iha tinan 1975", nia hatete.

 

Rui Araújo hahi sékulu lima interasaun entre timoroan ho portugés sira, ne’ebé "kontribui hodi harii Timor-Leste ho abut demokrátika, ho valór umanista, ho povu determinadu no líder sira ne’ebé forte, iha ne’ebé sira-na’in rua hatene lori nasaun  ba ambiente pás, estabilidade no seguransa, nasaun ne’ebé boot lalais, nasaun ne’ebé atinje maturidade polítika no fó hakat luan ba nia dezenvolvimentu no, no hanesan nasaun ne’ebé nu’udar ezemplu iha palku internasionál, nasaun globál ida".

 

Nia hatutan katak ohin loron povu timoroan hanesan "atór prinsipál iha destinu" nasaun nian.

 

Portugál nia reprezentante mai iha serimónia ne’ebé hala’o horisehik kalan iha Lifau, iha enklave Oekusi mak prezidente Tribunál Konstitusionál, Joaquim Sousa Ribeiro.

 

Iha Lifau mak portugés sira tama ho ró ba dala uluk, iha tinan 1515, no iha ne’ebé instala primeira kapitál Timór nian.

 

SAPO TL ho Lusa

publika husi sapotl às 04:27

O primeiro-ministro, Rui Araújo, reiterou ontem os agradecimentos a Portugal pelos "esforços diplomáticos" e aos portugueses por terem transformado a independência de Timor-Leste numa causa, bem como o "apoio incondicional" dos restantes países lusófonos.


Foto: Gabinete do Primeiro-Minstro

 

"Treze anos volvidos sobre a restauração da nossa independência, aproveito o facto de estarmos reunidos neste convívio para reiterar os agradecimentos a Portugal, pelos seus esforços diplomáticos que se juntaram à nossa determinação, e aos portugueses por terem também feito deles a nossa causa", declarou Rui Araújo, no jantar oferecido pelo Governo timorense pela comemoração do 40.º aniversário da proclamação da independência e dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor.

 

No seu discurso, o chefe do Governo timorense estendeu os agradecimentos "aos restantes países e povos irmãos da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], os primeiros a oferecer o seu apoio incondicional e a fazer-nos sentir parte da mesma família, ou não partilhássemos todos de uma língua, sentimentos e valores comuns".

 

Os traços linguísticos e históricos, conhecimentos, valores e sentimentos trazidos pelos portugueses e a sua coabitação com a identidade autóctone transformam os timorenses num "povo com características únicas na região", considerou Rui Araújo.

 

"E é esta nossa identidade, este sentido comum de valores, sentimentos e solidariedade que nos destaca na comunidade internacional e que nos deu coragem e resiliência para lutar pelo direito à autodeterminação, quando talvez muitos países tivessem logo desistido à partida. E foram esta identidade e cultura únicas que levaram Timor-Leste a lutar durante 24 anos pela sua independência, mesmo depois de esta já ter sido proclamada em 1975", disse.

 

Rui Araújo enalteceu os cinco séculos de interação entre timorenses e portugueses, que "contribuíram para construir um Timor-Leste com raízes democráticas, de valores humanistas, com um povo determinado e líderes fortes, em que ambos souberam conduzir o país para um ambiente de paz, estabilidade e segurança, um país em franco crescimento, um país que atingiu uma maturidade política e que caminha a passos largos para o seu desenvolvimento e, ainda, um país que é apontado como exemplo no palco internacional, um país global".

 

Hoje, acrescentou, o povo timorense "assume o papel de ator principal nos destinos" do país.

 

Portugal fez-se representar na cerimónia, que decorre ontem à noite em Lifau, no enclave de Oecusse, pelo presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro.

 

Foi em Lifau que os portugueses atracaram a primeira nau, em 1515, e onde se instalou a primeira capital de Timor.

 

@Lusa

 

 

publika husi sapotl às 03:03

28
Nov 15

Inauguração do Momumento em Lifau, Oecusse, no dia 27 de Novembro 2015.

Inaugurasaun ba Monumentu iha Lifau, Oecusse, iha loron 27 fulan-Novembru 2015.


Fonte: Gabinete da Primeira-Dama de Timor-Leste

 

publika husi sapotl às 20:07

Relijiaun katólika no lia-portugés, eransa prinsipál rua hosi tinan 500 kontaktu entre portugés ho timoroan sira, marka horisehik serimónia inaugurasaun ba monumentu ne’ebé rekorda relasaun hirak ne’e iha tasi-ibun Lifau, Oekusi, Timor-Leste.


 Foto: Gabinete Primeira-dama

 

Ró bronze ida ho vela mutin rua enfeita ho Kristu nia krús kór-mean, iha plataforma sirkulár ho simentu iha tasi, iha tasi-ibun ne’ebé uluk iha padraun ne’ebé simples tebes marka  ho fatik ki’ik sira, portugés sira tama iha Timór.

 

Iha ne’e mak iha tinan 500 liubá, primeiru portugés sira tau ain iha Timór. Signifikadu hosi primeira vizita, no sékulu lima tuir mai, evidensia horisehik, iha loro-kraik no hafoin misa durante oras rua resin.

 

No la’ós de’it sá mak momentu ne’e reprezenta: timoroan sira, hafoin tinan 500 hili hanesan símbolu ida hosi nia identidade buat ne’ebé hanesan mós símbolu boot Portugál nian, “caravela”.

 

Nein pelumenus iha diskursu ho portugés hosi xefe Estadu, Taur Matan Ruak no, hanesan ho serimónia sira seluk- pontu aas hosi selebrasaun tinan 500 iha relasaun entre povu rua ne’e – tranzmite diretu ba nasaun hotu liuhosi televizaun nasionál.

 

Lasu sai forte liu tan iha momentu sira seluk mak la tama iha hosi protokolu serimónia ne’e, iha ne’ebé partisipa prinsipál figura sira hosi Estadu timoroan, prezidente Tribunál Konstitusionál portugés, Joaquim de Sousa Ribeiro no ministru sira CPLP nian balun, no sira seluk tan.

 

Ahi-artifísiu lakan no tarutu, timoroan atus forma hodi hasai foto iha ró nia sorin no entre figura ualu ho bronze ne’ebé marka primeiru kontaktu ne’e.

 

Entre sira ne’e, pelumenus iha na’in rua hatais kamizola Fretilin nian (Frente Revolucionária do Timor-Leste independente) – partidu ne’ebé ohin halo tinan 40, proklama independénsia Timor-Leste nian- no xefe-tradisionál balun, sira seluk ne’ebé, iha sékulu lima liubá hanesan ne’ebé hakohak uluk katolisizmu iha illa.

 

Importánsia hosi momentu ne’e, no uniaun entre povu sua sai forte liu tan bainhira monumentu formalmente hetan inaugurasaun no Hasai tiha hena kór-laranja sira ne’ebé taka figura neen hosi ualu, ne’ebé ho bronze, mak akompaña obra ne’e- neen iha rai no rua iha ró.

 

Sira ne’ebé loke hena mak reprezentante sira hosi Estadu timoroan no portugés no hosi Igreja: prezidente Parlamentu Nasionál timoroan, Vicente da Silva Guterres, bispu Baukau nian Basílio do Nascimento, xefe Estadu, Taur Matan Ruak, primeiru-ministru, Rui Maria de Araújo no reprezentante hosi Estadu portugés, Joaquim de Sousa Ribeiro.

 

Xefe tradisionál Oekusi, Zeferino da Cruz Sau, relembra no fó sai kona-ba relasaun ne’e hodi esplika katak molok serimónia ne’ehalo uluk serimónia balun, ne’ebé protokolár tebes, líder tradisionál sira halo ho mistisizmu no 'lulik', lulik hosi animizmu timoroan.

 

"Istória ne’e akontese iha tinan 500 liubá iha Lifau. No lembransa ida ne’e lori hosi jerasaun ba jerasaun to’o agora. Hanesan hatete iha monumentu ne’e, iha ne’e mós Portugál. Ami nunka haluha ida ne’e no mós nunka haluha ami-nia istória", nia hatete.

 

Sé mak haree grupu labarik ne’ebé entrega oferta ba bispu timoroan sira, Basílio do Nascimento no Norberto do Amaral, iha inisíu hosi misa, oras ne’e seidauk bele haluha.

 

Ne’ebé ho liman doko bandeira timoroan no kesi fita portugés iha kanotak.

 

SAPO TL ho Lusa

publika husi sapotl às 04:24

Por António Sampaio da agência Lusa


A religião católica e a língua portuguesa, as duas principais heranças dos 500 anos de contacto entre portugueses e timorenses, marcaram ontem as cerimónias de inauguração do monumento que recorda essas relações na praia de Lifau, Oecusse, Timor-Leste.


  Foto: Gabinete da Primeira-dama

 

Uma caravela em bronze, com duas velas brancas decoradas com a cruz de Cristo vermelha, está elevada sobre várias plataformas circulares de cimento junto ao mar, na praia onde outrora um padrão mais singelo marcava, em pequenas pedras, a chegada dos portugueses.

 

Foi aqui, há 500 anos, que os primeiros portugueses pisaram Timor. O significado dessa primeira visita, e dos cinco séculos seguintes, evidenciou-se ontem, com o sol já a pôr-se e depois de uma missa de mais de duas horas.

 

E não apenas no que o momento representou: timorenses, 500 anos depois a escolherem como um dos símbolos da sua identidade o que é um dos maiores símbolos de Portugal, a caravela.

 

Nem sequer no discurso em português proferido pelo chefe de Estado, Taur Matan Ruak e, como o resto da cerimónia - o ponto alto das celebrações do 500º aniversário das relações entre os dois povos - a ser transmitido para todo o país, em direto, pela televisão nacional.

 

Os laços ficaram evidentes noutros momentos mais fora do protocolo da cerimónia, em que participaram as principais figuras do Estado timorense, o presidente do Tribunal Constitucional português, Joaquim de Sousa Ribeiro e vários ministros da CPLP, entre outros.

 

Ao som e à luz de fogo-de-artifício, centenas de timorenses alinharam-se para tirar fotos ao lado da caravela e entre as oito figuras em bronze que retratam esse primeiro contacto.

 

Entre eles, estavam pelo menos dois com camisolas da Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste independente) - o partido que, cumpre-se hoje 40 anos, proclamou a independência de Timor-Leste - e alguns chefes tradicionais, descendentes de outros que, há cinco séculos foram os primeiros convertidos ao catolicismo na ilha.

 

A importância do momento, e da união dos dois povos, ficou evidente quando o monumento foi formalmente inaugurado e foram retirados panos laranjas que cobriam seis das oito figuras, também em bronze, que acompanham a obra - seis no solo e duas na caravela.

 

Essa responsabilidade coube a representantes do Estado timorense e português e da Igreja: o presidente do Parlamento Nacional timorense, Vicente da Silva Guterres, o bispo de Baucau Basílio do Nascimento, o chefe de Estado, Taur Matan Ruak, o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo e o representante do Estado português, Joaquim de Sousa Ribeiro.

 

O chefe tradicional de Oecusse, Zeferino da Cruz Sau, relembrou e vincou a relação, explicando que foi assinalada nas cerimónias que antes desta, mais protocolar, os líderes tradicionais realizaram, com misticismo e o 'lulik', o sagrado do animismo timorense.

 

"A história aconteceu há 500 anos em Lifau. E essa lembrança foi passando de geração em geração até agora. Como dizia o monumento, aqui também é Portugal. Nunca poderemos esquecer isso e também nunca podemos esquecer a nossa história", disse.

 

Quem tivesse notado o miúdo do grupo que foi entregar oferendas aos bispos timorenses, Basílio do Nascimento e Norberto Andrade, no inicio da longa missa, poderia imaginar que esse esquecimento não será para já.

 

É que nas mãos, acenava com uma bandeira timorense e à cintura, tinha um cachecol português.

 

@Lusa

publika husi sapotl às 04:09

Prezidente Tribunál Konstitusionál deklara horisehik sente onradu no emosionadu tanba reprezenta Estadu portugés iha serimónia ofisiál sira ne’ebé marka tinan 500 kontaktu entre portugés no timoroan sira ne’ebé hala’o horisehik iha tasi-ibun Lifau, enklave Oekusi.


 

"Relasaun entre Portugál no Timór iha ona tinan 500. Ohin loron ita iha relasaun amizade fraterna", hatete ba Lusa Joaquim de Sousa Ribeiro.

 

"Prezensa Estadu portugés nian iha ne’e liuhosi ha’u iha signifikadu boot ida no ha’u rasik sente haksolok no emosionadu uitoan tanba bele mai iha ne’e hodi partisipa serimónia ida ne’e", nia hatete.

 

Sousa Ribeiro ko’alia ba Lusa iha serimónia inaugurasaun ba monumentu foun iha tasi-ibun Lifau, iha enklave Oekusi, marka tinan 500 hosi kontaktu ne’e no tuir xefe Estadu timoroan tasi "serve hodi halibur povu, kultura no nasaun sira".

 

Ró bronze ho figura ualu ne’ebé akompaña nia- navegadór, padre, porta-estandarte, mariñeiru na’in rua no timoroan na’in tolu – dezeña hosi eskultór portugés Jorge Coelho no fabrika hosi Fundição Lage de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

 

"Reprezenta mós dimensaun signifikativa ida hosi ami-nia istória no rezultadu hosi tranzmutasaun kulturál ne’e hanesan elementu ne’ebé importante tebes iha identidade nasaun ne’e nian rasik, ne’ebé permite distingi nia hosi zona envolvente no afirma politikamente nia autodeterminasaun no independénsia", nia afirma.

 

Prezidente Konstitusionál, 4.ª figura Estadu nian hatete katak portugés sira sente hanesan "kauza nasionál difikuldade hotu ne’ebé povu timoroan hasoru mak manán hodi afirma nia independénsia".

 

Nia hatete katak maski la prezente iha moris loroloron timoroan hotu nian " nia iha simpatia espesiál tanba povu ki’ik ne’ebé konsege afirma nia kultura no identidade rasik".

 

Uma-na’in hosi serimónia, ne’ebé sei kontinua iha sábadu ho referente ba tinan 40 proklamasaun unilaterál independénsia nian mak Mari Alkatiri, responsável hosi Rejiaun Administrativa Espesiál no Zona Espesiál Ekonomia Sosiál Merkadu nian (ZEESM), Oekusi-Ambenu.

 

"Bainhira hakarak sai pioneiru ida Iha buat ruma ne’e sempre difísil atu ema hotu fiar kedas. Ne’e mak ami-nia istória, ami sempre hahú ho dezafiu ne’ebé difísl tebes maibé to’o ogora ami hatene ultrapasa", nia afirma ba Lusa.

 

Nia konsidera monumentu ne’e hanesan hun hosi istória komún Portugál ho Timor-Leste nian, Iha ne’e bé iha "interasaun, ho faze negativa tebes no faze pozitiva sira seluk".

 

"Buat ne’ebé loos mak iha interasaun no kontraditóriu ne’e hamosu identidade foun povu Timor-Leste nian. Identidade polítika, kulturál, sosiál no relijioza", nia deklara.

 

SAPO TL ho Lusa

 

publika husi sapotl às 02:47

Por António Sampaio da agência Lusa


O presidente do Tribunal Constitucional declarou-se ontem honrado e emocionado por representar o Estado português nas cerimónias oficiais que assinalaram 500 anos do contacto entre portugueses e timorenses que decorreram ontem na praia de Lifau, enclave de Oecusse.


 

"As relações entre Portugal e Timor têm 500 anos. Temos hoje uma relação de amizade fraterna", disse à Lusa Joaquim de Sousa Ribeiro.

 

"Tem um grande significado a presença do Estado português por meu intermedio e eu pessoalmente sinto-me feliz e até um pouco emocionado por estar aqui a participar nesta cerimónia", admitiu.

 

Sousa Ribeiro falava à Lusa na cerimónia de inauguração do novo monumento que na praia de Lifau, no enclave de Oecusse, assinala o 500º aniversário desse contacto e que para o chefe de Estado timorense mostra como o mar "serve para unir povos, culturas e países".

 

A caravela, em bronze, e as 8 figuras que a acompanham - o navegador, o padre, o porta-estandarte, dois marinheiros e três timorenses -foram desenhadas pelo escultor português Jorge Coelho e fabricadas pela Fundição Lage de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

 

"Representa também uma dimensão significativa do que foi a nossa gesta e o resultado que isso teve na transmutação cultural que foi um elemento muito importante da identidade própria deste país, que permitiu distingui-lo da zona envolvente e afirmar politicamente a sua autodeterminação e independência", afirmou.

 

O presidente do Constitucional, 4.ª figura de Estado, disse que os portugueses sentiram como "causa nacional todas as dificuldades que o povo timorense teve que vencer para afirmar a sua independência".

 

Ainda que não esteja presente no dia-a-dia dos timorenses todos, disse "têm uma simpatia especial por este pequeno povo que conseguiu afirmar a sua cultura e a sua identidade própria".

 

O anfitrião das cerimónias, que continuam sábado com as referentes aos 40 anos da proclamação unilateral da independência, é Mari Alkatiri, responsável da Região Administrativa Especial e da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM) de Oecusse-Ambeno.

 

"Quando se quer ser pioneiro em alguma coisa é sempre difícil que todos acreditem logo ao início. Essa é a nossa história, começamos sempre com desafios muito difíceis mas que até aqui temos sabido ultrapassar", afirmou à Lusa.

 

O monumento, considerou, marca o arranque da história comum de Portugal e Timor-Leste, onde houve "uma interação, com fases bastante negativas e outras mais positivas".

 

"A verdade é que nesta interação, neste contraditório, se gerou uma nova identidade do povo de Timor-Leste. Uma identidade política, cultural, social e religiosa", declarou.

 

@Lusa

publika husi sapotl às 02:24

Tasi ne’ebé jeografikamente haketak mak ida ne’ebé halibur povu, kultura no nasaun Portugál ho Timor-Leste, iha kontaktu ne’ebé iha tinan 500 husik hela "sinál kle’an" iha kultura rua, deklara horisehik Prezidente.


 

"Dala barak ita haree tasi hanesan realidade ne’ebé haketak ita hosi povu, kultura no rai sira seluk. Maibé tasi mós bele halibur", afirma Taur Matan Ruak iha Lifau, iha tasi-ibun enklave Oekusi nian, iha ne’ebé navegadór portugés sira tama iha tinan 500 liubá.

 

"Iha tempu ne’ebá Lifau sau nu’udár fatin hasoru malu ba povu rua ne’e. Enkontru ne’e importante tebes tanba reprezenta Timor nakloke ba mundu esteriór. Kontaktu durante tempu barak entre timoroan ho portugés sira husik hela sinál kle’an iha ita-nia kultura rua ne’e", nia hatete.

 

Taur Matan Ruak ko’alia iha serimónia inaugurasaun ba monumentu iha tasi-ibun Lifau, iha enklave Oekusi, marka tinan 500 hosi kontaktu ne’e no tuir xefe Estadu tasi "serve hodi halibur povu, kultura no nasaun sira".

 

Ró bronze ho figura ualu ne’ebé akompaña nia- navegadór, padre, porta-estandarte, mariñeiru na’in rua no timoroan na’in tolu – dezeña hosi eskultór portugés Jorge Coelho no fabrika hosi Fundição Lage de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

 

Iha diskursu ho portugés, Taur Matan Ruak rekorda katak lia-portugés hanesan lian rezisténsia nian tanba "uluk hanesan lian ne’ebé kombatente sira komprende maibé adversáriu sira la’e", no igreja katólika sai hanesan "instituisaun nasionál ne’ebé fahe no moris hamutuk ho povu iha angustia no sofrimentu nia laran durante funu".

 

Nia hatete katak kristianizmu ne’ebé tama iha Lifau, "sai parte importante ida hosi espiritualidade no kultura timoroan sira-nian" no nia povu halibur hamutuk família "boot ida, ho familiár sira iha Amérika, Europa, iha nasaun afrikanu barak".

 

"Família CPLP nian, mai ita família ne’e moris iha Lifau. Tanba ne’e mak ho haksolok boot ha’u inaugura monumentu ne’e ne’ebé fó hanoin mai ita katak tasi mós serve hodi halibur umanidade", nia afirma.

 

"Monumento ne’e hanesan mós omenajen loloos ida ba ita-nia avó timoroan sira ne’ebé iha tinan barak tebes liubá hasoru malu ba dala uluk ho portugés sira no ho kristianizmu. Bem hajam, povu Lifau, bem haja povu Timor-Leste", nia deklara.

 

Entre momentu oioin hosi serimónia horisehik nian, lansa mós selu no envelope foun rua hosi loron primeiru marka aniversáriu ba dala 500 hosi kontaktu entre Portugál ho Timor-Leste.

 

Iha sira na’in rua orijinalmente hanoin hikas portugés sira tama iha Lifau, no ho valór fasiál dólar 1,5 iha xefe tradisionál timoroan no tais pedasu ida, hena tradisionál.

 

No segundu, ho valór fasiál dólar ida, Iha feto timoroan ida ne’ebé lori raga rua iha kabaas, no foho Timor-Leste nian, ho fraze ida hanesan referénsia ba ai-kameli, rikeza illa nian ida mós.

 

SAPO TL ho Lusa

publika husi sapotl às 01:27

Por António Sampaio da agência Lusa


O mar que geograficamente separa foi o mesmo que uniu os povos, as culturas e os países de Portugal e de Timor-Leste, num contacto que em 500 anos deixou "sinais profundos" nas duas culturas, declarou ontem o Presidente.


 

"Muitas vezes pensamos no mar como a realidade que nos separa de outros povos e de outras culturas, de outras terras. Mas o mar pode também unir", afirmou Taur Matan Ruak em Lifau, na praia do enclave de Oecusse onde há 500 anos chegaram navegadores portugueses.

 

"Naquele tempo Lifau foi ponto de encontro entre os dois povos. Este encontro foi importante porque representou a abertura de timor ao mundo exterior. O contacto duradouro entre timorenses e portugueses deixo sinais profundos nas nossas duas culturas", disse.

 

Taur Matan Ruak falava na cerimónia de inauguração do novo monumento que na praia de Lifau, no enclave de Oecusse, assinala o 500º aniversário desse contacto e que para o chefe de Estado mostra como o mar "serve para unir povos, culturas e países".

 

A caravela, em bronze, e as oito figuras que a acompanham - o navegador, o padre, o porta-estandarte, dois marinheiros e três timorenses - foram desenhadas pelo escultor português Jorge Coelho e fabricadas pela Fundição Lage de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

 

Num discurso em português, Taur Matan Ruak recordou que a língua portuguesa foi a língua da resistência porque "era uma língua que os combatentes compreendiam mas os adversários não", tendo a igreja católica sido "a instituição nacional que mais fortemente partilhou e viveu as angustias e sofrimentos do povo durante a guerra".

 

O cristianismo que entrou em Lifau, disse, "tornou-se uma parte importante da espiritualidade e da cultura timorenses" e o seu povo juntou-se a uma família "grande, com familiares na América, na Europa, em imensos países africanos".

 

"A família da CPLP, essa família, para nós nasceu em Lifau. É por isso que com enorme alegria inauguro este monumento que nos recorda que o mar também serve para unir a humanidade", afirmou.

 

"Este monumento é também uma verdadeira homenagem aos nosso avós timorenses que há muitos, muitos anos, se cruzaram um dia, pela primeira vez, com portugueses e com o cristianismo. Bem hajam, povo de Lifau, bem haja o povo de Timor-Leste", declarou.

 

Entre os vários momentos da cerimónia de ontem, foram lançados dois novos selos e envelopes do primeiro dia a marcae o 500.º aniversário do contacto entre Portugal e Timor-Leste.

 

Nos dois, vê-se o padrão que originalmente recordava em Lifau a chegada dos portugueses, sendo que no de valor facial de 1,5 dólares está um chefe tradicional timorense e um pedaço de tais, o pano tradicional.

 

O segundo, de valor facial de um dólar, tem uma mulher timorense que transporta dois cestos nos ombros, e as montanhas de Timor-Leste, com uma frase em referência ao sândalo, uma das riquezas da ilha.

 

@Lusa

publika husi sapotl às 01:17

27
Nov 15

Hosi António Sampaio (Ajénsia Lusa)

Responsável hosi rejiaun autónomu timoroan Oecusse nian, Mari Alkatiri, defende iha loron-sesta ne'e investimentu sira ne'ebé hala'o daudaun iha teritóriu, hodi subliña benefísiu ekonómiku lalais, maibé mós sosiál sira, iha prazu badak.

 


Bainhira investe iha infraestrutura sira, lukru ne'ebé sei hetan lalais maka infraestrutura rasik. Hafoin lukru ekonómiku ne'e, ita sei iha lukru sosiál", nia hatete, iha deklarasaun sira ba Lusa, iha fatin ne'ebé harii daudaun ponte foun iha mota Tono nia leten.

Nune'e Alkatiri hatán ba krítika sira ba investimentu hosi Governu nian iha rejiaun, ida ne'ebé foun maka liuhosi bispu Baucau nia lian, Basílio do Nascimento, ne'ebé refere ona ba osan ne'ebé gasta daudaun.

Mari Alkatiri - responsável hosi Rejiaun Administrativu Espesiál no hosi Zona Espesiál Ekonomia Sosiál Merkadu nian (ZEESM) - ne'ebé lakohi hatán diretu ba krítika sira afirma katak "tempu maka sei hatudu" impaktu hosi investimentu sira.

"Iha tinan ne'e de'it, iha tempu badak, ita iha dolár millaun haat iha reseita sira, maski iha períudu ida ne'ebé labele iha reseita sira, só gasta de'it. Ha'u la fiar iha milagre sira. Ha'u fiar iha kapasidade ba lideransa no jestaun, la'ós iha milagre sira", nia hatete.

"Ami aposta iha lukru ekonómiku, maibé mós iha sosiál. Bainhira populasaun prodús iha fatin ida no ho ponte bele lori nia produsaun orgániku ba portu no aeroportu, ne'e iha benefísiu ekonómiku no finanseiru maibé mós sosiál sira", nia hatete.

Mari Alkatiri iha loron-sesta ne'e akompaña Prezidente Repúblika, Taur Matan Ruak, no primeiru-ministru Rui Maria de Araújo iha vizita ida ba obra prinsipál rua ne'ebé hala'o daudaun iha zona, barajen ida no projetu irigasaun no ponte iha mota Tono.

"Bainhira hahú projetu infraestrutura urbanu sira tenki hanoin ona iha dezenvolvimentu hosi área suburbanu no rurál", hatete.

Obra hosi barajen, ne'ebé iha osan dolár millaun 11, no hahú halo ona iha fulan-Janeiru 2015, hanesan fuan hosi projetu ida ne'ebé boot hosi irigasaun ne'ebé sei fó benefísiu liu ba rai ho hektár 1.700 no ba família rihun resin ne'ebé moris hosi agrikultura iha zona.

Barajen ne'ebé harii iha mota Tono, la hamosu enerjia elétriku maibé aproveita époka udan nian, hodi kanaliza liuhosi kanál sira ne'ebé sei halo irigasaun ba kampu sira ne'ebé Mari Alkatiri hatete katak bele prodús foos ho kualidade di'ak, inkluzive ba exportasaun.

Harii ona metade hosi estrutura betaun armadu ho naruk metru 200, ne'ebé sei kontrola bee ne'ebé sei lori liuhosi kanu ho kilómetru 29 ne'ebé harii iha besik mota.

Tuirmai, sei avansa ho obra no sei sai hanesan ponte boot liu iha Timor-Leste, projetu ida ne'ebé hakarak tulun ba produsaun, iha zona barajen nian no irigasaun nian, bele sai fásil liu ba Oecusse no sai hosi enklave.

Ponte, ne'ebé iha folin dolár millaun 17, iha metru 360, arku tolu no asesu ho metru 30 no 40.

"Ami halo buat hotu kordenadu no integradu. Ezijénsia dahuluk ne'ebé ha'u halo ba konstrutór sira no inspetór sira hosi obra maka hetan kota ida komun no hahú hosi kota ne'e maka halo buat sira seluk, hodi labele akontese estrada aas liu duké aeroportu", nia fó ezemplu.

Obra sira ne'ebé vizitadu maka hanesan infraestrutura prinsipál rua ne'ebé halo daudaun iha enklave Oecusse, ne'ebé ohin no loron-sábadu sei simu komemorasaun sira hosi tinan 500 bainhira portugés sira to'o iha Timór no aniversáriu 40 hosi proklamasaun unilaterál ba independénsia Timor-Leste nian.

Delegasaun hosi nasaun oioin sei hamutuk ho individualidade prinsipál timoroan sira nian no ema millaun resin sei asisti iha enklave ba selebrasaun sira.

publika husi sapotl às 13:04

Por António Sampaio (Agência Lusa)

O responsável da região autónoma timorense de Oecusse, Mari Alkatiri, defendeu hoje os investimentos que estão a ser feitos no território, sublinhando os benefícios económicos imediatos, mas também sociais, a médio prazo.

 


"Quando se investe nas infraestruturas, o retorno imediato são as próprias infraestruturas. Depois desse retorno económico, teremos o retorno social", disse, em declarações à Lusa, no local onde está a ser construída a nova ponte sobre a ribeira de Tono.

Alkatiri respondeu assim a críticas ao investimento do Governo na região, a mais recente das quais pela voz do bispo de Baucau, Basílio do Nascimento, que se referiu às verbas avultadas que estão a ser gastas.

Preferindo não responder diretamente às críticas, Mari Alkatiri - responsável da Região Administrativa Especial e da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM) de Oecusse-Ambeno - afirmou que "o tempo mostrará" o impacto dos investimentos.

"Só este ano, em pouco tempo, teremos quatro milhões de dólares de receitas, mesmo num período em que não deveria haver receitas, só despesas. Eu não acredito em milagres. Acredito na capacidade de liderança e de gestão, não em milagres", disse.

"Estamos a apostar no retorno económico, mas também no social. Se a população produzir num lado e com a ponte puder levar a sua produção orgânica para o porto e aeroporto, isso tem benefícios económicos e financeiros, mas também sociais", disse.

Mari Alkatiri acompanhou hoje o Presidente da República, Taur Matan Ruak, e o primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, numa visita a duas das principais obras que estão a ser feitas na zona, uma barragem e projeto de irrigação e a ponte sobre a ribeira de Tono.

"Quando se iniciam projetos de infraestruturas urbanas deve-se pensar já no desenvolvimento da área suburbana e rural", disse.

A obra da barragem, orçada em 11 milhões de dólares, e que começou a ser feita em janeiro de 2015, é o coração de um projeto mais amplo de irrigação que beneficiará mais de 1.700 hectares de terreno e mais de mil famílias que vivem da agricultura na zona.

Construída na ribeira de Tono, a barragem não gera energia elétrica mas aproveita o caudal da época das chuvas, canalizando por longos canais que irrigarão os campos onde Mari Alkatiri diz pode ser produzido arroz de maior qualidade, inclusive para exportação.

Já está construída metade da estrutura de betão armado de 200 metros de comprimento, que vai controlar o fluxo da água, que será guiada por mais de 29 quilómetros de caudal construído ao longo da ribeira.

Mais adiante, está a avançar a obra do que será a maior ponte de Timor-Leste, um projeto que pretende ajudar a que a produção a montante, na zona da barragem e da irrigação, posse a ser mais facilmente escoada para Oecussse e para fora do enclave.

A ponte, que custará 17 milhões de dólares, tem 360 metros de vão, três arcos e cerca de 30 a 40 metros de acesso.

"Estamos a fazer tudo coordenado e integrado. A primeira exigência que fiz aos construtores e inspetores das obras é encontrar uma cota comum e a partir dessa cota é que se faz tudo o resto, para não acontecer a estrada estar mais alta que o aeroporto", exemplificou.

As obras visitadas são duas das principais infraestruturas que estão a ser feitas no enclave de Oecusse, que acolhe hoje e sábado as comemorações dos 500 anos da chegada de portugueses a Timor e o 40.º aniversário da proclamação unilateral da independência de Timor-Leste.

Delegações de vários países juntam-se às principais individualidades timorenses e a milhares de pessoas que convergiram no enclave para as celebrações.

publika husi sapotl às 12:22

Jerasaun timoroan nian hafoin tinan 1999 ne'ebé halo debate no diskursu iha lian portugés. Haree vídeo tuirma ne'e:

 

publika husi sapotl às 12:09

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